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O Diploma

Ontem fui madrinha da 17° turma de Comunicação Social da Esamc Uberlândia. Uma alegria sem tamanho! Meus afilhados queridos, sejam bem-vindos à nova vida!


17° turma de Comunicação Social da Esamc Uberlândia


A vida traz muitas surpresas junto com o diploma.

A primeira delas é a certeza da vida adulta. Cheia de possibilidades, de riscos, de descobertas. A melhor delas? Quem realmente nós somos. O espelho vai ficar diferente de hoje em diante.

A verdade é que dá para passar a vida toda aprendendo quem nós somos, mas nada é tão desafiador, ou gera mais encantamento, quanto o primeiro momento em que temos a consciência e o aval para escolher o caminho, qualquer caminho. É isso que o diploma nos entrega: a liberdade de escolher. A responsabilidade pela escolha. A vida adulta.

O mais bonito desse momento, é que o “canudo” não nos é dado ao acaso. Foram anos de faculdade que gestaram esse instante.

Foram vocês que construíram a porta de entrada para essa nova vida e agora, têm o prazer de comemorar a primeira conquista de si mesmos, o primeiro degrau escolhido.

Me lembro que um dia, um de vocês me pediu a benção no corredor da faculdade. “Bença madrinha”. É que honra é estar aqui e poder abençoar essa turma. E em meio a tantas homenagens e belas palavras, eis o que a madrinha tem a dizer:

Que vocês tenham coragem de ir para a vida.

Tenham coragem de serem felizes e de bancar a culpa que essa felicidade pode gerar. Ser feliz dá trabalho e nem sempre agrada. Sejam felizes assim mesmo.

Tenham coragem de errar.  E coragem de acertar. De tirar férias. De trabalhar muito e em todos os finais de semana que são comuns na vida dos comunicadores.

Tenham coragem de ser adultos, de escolher a vida, de serem o que são, porque vocês são excelentes!

Um grande amigo me disse que o sorriso é a alegria de Deus manifestada em nós. Esses mesmos sorrisos que vejo agora. Aproveitem essa alegria que estão sentindo. Essa alegria que chora porque transborda da alma quando preenche o coração.

Que esse diploma abra as portas da vida, da responsabilidade e do sucesso.


A benção está dada, vão para a vida e arrasem!

A surpresa

Na última semana recebi um presente muito bonito: a gratidão. E ainda veio acompanhada de bolo de chocolate e um cartão super fofo. É a comemoração de 3 meses de agência de uma redatora que foi minha aluna e que começou o estágio a partir de uma indicação.

No último semestre, tive a oportunidade de trabalhar com uma turma de Relações Públicas bastante interessante. Na apresentação final dos trabalhos ela estava muito decepcionada com o resultado que havia alcançado, e sua relação com o grupo de trabalho também não estava boa. 


É mais comum do que imaginamos o excesso de exigências. Foi o que aconteceu nesse caso e, depois de uma longa conversa, ela saiu mais tranquila para as férias.


Grandes talentos podem ser suprimidos pelo medo de errar, essa moça em especial é uma excelente redatora, muito inteligente, mas tinha medo de ser vista de uma maneira errada, ou que ela considerava errada. Num de seus artigos - Você está Preparado? - Peter Drucker diz que pela primeira na história as pessoas têm cada vez mais oportunidades de fazer escolhas e com elas a responsabilidade de se administrarem. E diga-se de passagem, não estamos muito preparados para isso.


Administrar a nós mesmos, responder por nossas escolhas, assusta a princípio e acabamos criando uma auto imagem de perfeição para ajudar a definir o caminho. Nesse processo o medo de errar só aumenta. Então, se posso contribuir com algo, digo o seguinte: relaxe! Ser perfeito dá muito trabalho e ainda não tive notícias de ninguém que conseguiu. Com exceção é claro de seres espirituais superiores.


Mas para os demais mortais, quanto mais tentamos ser perfeitos, mais erramos. Já está tudo certo como está agora e, espero, jamais saberemos tudo. Sempre há algo novo para descobrir. Aprender no caminho é a parte boa, o que podemos fazer é dar o nosso melhor todos os dias e deixar que a vida nos ensine o resto.


* Iza, obrigada pelo presente e por me permitir compartilhar do seu crescimento. Fiquei muito feliz com a lembrança e com o seu sucesso! ;)

Conflitos com clientes


Toda relação duradoura é marcada por alguns conflitos que nos fazem crescer e que geralmente têm alguma falha de comunicação como causa. Com os clientes acontece da mesma forma, os conflitos vão acontecer e nem sempre teremos todas as informações necessárias para resolver. Essa semana vivi uma situação delicada que vale a pena compartilhar.

Atuo com algumas agências de comunicação na aplicação dos projetos dos clientes da empresa em que trabalho e na manhã de terça recebi a seguinte solicitação: "por favor, encaminhe a arte do folder "aberta" para que possamos fazer um banner por aqui".


Hum... no mínimo tenso! Digo não para o cliente e arrisco essa relação ou passo a vergonha de solicitar isso para a agência? Decidi me informar melhor. Conversei com vários profissionais, li a Lei de Direitos Autorais, pedi socorro para a APP e percebi que muitos dos meus colegas compartilhavam da mesma dúvida que eu. 


Depois da pesquisa toda e com as orientações que recebi, o fato é que o cliente não tem direito ao material editável, afinal, ele paga pelo material finalizado. Quem quiser mais detalhes sobre o tema clique aqui.


A grande questão é o tal do conflito com o cliente. Na área da publicidade um "não", mesmo respaldado pela lei, pode significar o comprometimento completo dessa relação, ou seja, fim de papo na certa!


E foi exatamente isso que aconteceu, orientei o cliente e expliquei a impossibilidade de atendê-lo e não teve conversa. Por cordialidade a agência responsável pelo trabalho disponibilizou a arte aberta e enviei a contragosto, ainda assim, a relação com esse cliente provavelmente já está perdida pelo "não" anterior ao atendimento. E pasmem, não estávamos lidando com um cliente de pequeno porte ou inexperiente.


Fora o constrangimento de pedir esse favor a uma agência fica o questionamento sobre essa postura. As vezes um não bem empregado pode me fazer perder um cliente, mas será que essa fosse uma postura mais comum não teríamos clientes mais "educados"? E se as nossas orientações fossem de fato seguidas não teríamos também melhores resultados? 


Enfim, nem todas as relações devem ser mantidas, mas o que fazemos enquanto elas existem faz toda a diferença, pois, respeito, confiança e verdade já eram importantes mesmo antes que o termo publicidade fosse inventado.


Um agradecimento especial ao meu amigo Rafael (vulgo Bambu) que gentilmente me enviou um verdadeiro dossiê sobre o tema.